sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Olhos verdes.


Será que vou ver ele? Ai! Que nervoso! Saio de casa sempre, sempre, pensando em seus olhos verdes... Seriam eles verdes mesmo? Bem, pra mim são, não aquele verde sem graça, tipo transparente, mas um verde fundo e escuro, como uma selva que não tem fim. Todas as tardes me pego olhando pra eles, e eles me olhando de volta, então fico vermelha e saio sem olhar pra trás. Nunca ofereci - lhe um sorriso, ou me esforcei pra dizer - lhe "Oi", não sei porque, sempre vou atrás do que quero, mas aqueles olhos... Ah! Aqueles olhos são traiçoeiros, sempre que olho dentro deles eles me aprisionam, me deixam sem ar e fazem meu sangue subir até minhas bochechas.
Mas um dia, ele me surpreendeu com um sorriso, um sorriso! Meu Deus o que eu faço? Me esforcei e sorri também, mas comparado a seus dentes brancos e perfeitos, meu sorriso não vale de nada, é como comparar diamantes à uma bijouteria barata. Então o vejo, dentes bonitos, sorriso genial, olhos verdes (são verdes?), moreno, cabelo tão bonito e escuro, escuro, bem arrumado perto dos meus, quer dizer, dos seus olhos verdes (que ainda não sei se são verdes). Me pergunto: "Sorriu de mim ou pra mim?". Ainda não sei.... Todos os dias tento parecer, pelo menos bonita um pouco, para que um dia, quem sabe, aqueles olhos verdes me enxerguem também.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Minha boca tinha gosto de sangue quando eu saí de casa, às vezes ela tem esse gosto não porque, fui andando em busca da avenida principal, ao sair da sombra não pude conter o espasmo de fechar os olhos diante daquele solzão, mesmo estando de óculos escuros. Tinha que fazer tantas coisas, passar em tantos lugares, ver tanta gente, que nem sabia por onde começar. Respirei fundo e subi a rua em direção ao centro, passei no banco, estava com a conta vazia (mas que surpresa!Minha mãe esquecera de mim de novo) agora não poderia mais ir onde iria antes, nem ver quem eu teria que ver.
E no sol das duas da tarde uma única palavra rondava meus pensamentos: Água!
Desci a avenida em direção ao ponto onde o ônibus passa gratuitamente, quase fui atropelada por um carro, e mais adiante atropelei uma flor que estava no chão, virei o rosto para cima, entanto ver de onde caíra flor tão linda que mais parecia um pedaço de nuvem cor de rosa, me surpreendi ao ver que não só essa flor, mas muitas outras se desprendiam dessa árvore enorme, porém, maior foi a minha surpresa, ao observar que a árvore ficava perdida no meio da cidade, num lugar onde eu nunca havia passado antes.
Em fração de segundos me senti como uma exploradora que acaba de descobrir um paraíso selvagem, uma terra desconhecida. Então a buzina de um carro me assustou, como se dissesse: "Helloo, você ainda está na cidade grande!". Resolvi sentar - me um pouquinho, ali mesmo sobre as folhas secas, o ar estava pesado e eu gripada, isso me deixou muito cansada. Sentada ali pude reparar melhor na natureza que mora em meio a selva de prédios e casas, a cidade é cinza, mas não é morta. Dali vi o lago e outras árvores também carregadas de flores... Tudo era tão lindo, pena que eu tinha que ir . Levantei - me e peguei uma flor para me lembrar do momento magico que eu vivenciei. Uma ventania soprou e arrancou o pequeno botão da minha mão. Ouvi o vento dizer: "Não faça isso, não leve lembrança alguma, vá e não olhe para trás, talvez nos veremos de novo..."

Espero poder reencontrar, a mesma flor, a mesma árvore, as mesmas folhas e o mesmo vento, mas não espero reencontrar a mesma Miranda, quero deixar de lado o que sou, e tentar melhorar, quero que a minha falta de espírito vá embora, assim como o vento varreu a flor da minha mão...

domingo, 16 de agosto de 2009

Take me away...


Alguém, por favor, pode me levar daqui? Não penso em outra forma de me livrar desse sofrimento que é viver (e conviver) com uma sociedade que não pensa (e talvez nunca tenha pensado) nas consequências de suas ações, até de seus pensamentos, sim! Porque pensar é o concebimento da ação.
Sabe? Mesmo que daqui a alguns anos meus olhos não vejam mais, ou meus ouvidos não escute, mesmo se da minha boca não saírem sequer meros murmúrios de uma consciência insana pela idade; mesmo assim, enquanto eu tiver uma mente perfeitamente pensante eu pensarei. Pensarei uma, duas, três, dez, cinco mil vezes antes de emitir qualquer opinião, sobre qualquer assunto, ou antes de agir por puro impulso ou capricho como fazia antes. Antes de que? Antes de passar pelo que passei, perder o que perdi:
Ele: brigou, não me deu atenção, só por causa da minha blusa...
Eu: achei ruim, me vinguei, briguei, cheguei em casa, chorei.
Não digo NUNCA, mas a partir de hoje vou pensar muitas vezes antes de fazer qualquer coisa, aconselho a quem lê que faça o mesmo... Hoje já cometi um erro: por impulso comi todas as bolachas do pacote...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Endereço: Lugar Nenhum


Sabe quando você quer ir pra um lugar onde ninguém te perturbe, nem por Internet, nem por telefone ou sinal de fumaça? Pois é... EU NÃO QUERIA IR!!! Por que eu Deus! A pessoa que mais detesta falta de civilização no mundo... Então... Essa é a minha justificativa por ter passado tanto tempo sem postar... Desculpa a vocês e ao mundo que ficou esse tempo todo sem minha presença. Desculpa a uma amiga, eu não estava localizável num momento que eu acho que deveria ter estado presente.
Tanta coisa aconteceu, mudou, se reciclou, tanta gente que não voltou das férias, que não voltou pra minha vida... Mas agora EU voltei... Estou aqui, e se tudo der certo, continuarei. Prometo deixar de frequentar Lugar Nenhum....



Babi, te amo, saudades...