
Estava aqui deitada (porque agora me sentei) lendo sobre Karl Marx e Max Weber e suas teorias, mas não pude deixar de pensar em uma coisa que há muito tempo está perturbando minha cabeça... Pensei : "Por que não escrever?". Já que criei esse meu inferninho para por pra fora ideias que só servem pra ocupar espaço, seja na minha cabeça ou numa página na Internet, o espaço que as folgadas ocupam é enorme.
Voltando ao que estava pensando... Se eu morresse... Sei que é bem cliché mas, se eu morresse, assim, de repente, teria aproveitado tudo o que tinha direito? Tudo o que a vida me proporcionara até o segundo do último suspiro?Então acabo voltando toda minha vida... E passo ela desde o dia em que me lembro até esse momento em que eu estou aqui em frente ao monitor aceso. Viro para o lado miro - me no espelho e pergunto em voz alta: " Miranda, você está satisfeita?". Meu reflexo abre a boca parecendo que queria dar alguma resposta, mas, ao invés disso o espelho apenas devolve um olhar de dúvida e dá de ombros. (Hotel California começa a tocar). Olho no fundo dos meus olhos castanho - escuros, olhos que viram muita coisa, porém nunca miraram fundo o bastante em outros que pareciam estarem voltados só para mim. Ponho minhas mãos em frente meu rosto, são pequenas e brancas, bonitinhas até, fofinhas como dizem alguns, recordo - me triste que elas nunca tocaram um rosto amado para mim e ninguém me tocou de verdade (entendam como quiserem).
Voltando de novo meu rosto ao espelho passo o dedo no contorno dos meus lábios, eu os adoro. Nunca disseram "eu te amo", nunca beijaram a boca de quem disse isso pra mim. Fico triste, mas ainda posso ouvir meu coração batendo, pois não estou morta lembra? Ponho a mão sobre ele que não bate muito forte, mas o suficiente para fazer meu sangue pulsar nas veias, com as mãos sobre o peito olho no espelho de novo, olhos gélidos, rosto sem vida, coração de pedra.... Penso: "Será que estou MESMO viva?". Como pude viver 18 anos sem amar? Sem amor e sem beijar na boca de quem eu quiser? E daí que tenha namorada, que seja baixinho, ou feio ou que seja mulher! Olho - me com fúria, digo bem baixinho: "Fria, covarde, como desperdiça esse rosto de princesa com essa expressão arrogantezinha superior? Essa cara carrancuda e de poucos amigos? Depois reclama que ninguém quer ficar perto de você!".
Levanto da cama, ponho o notebook sobre o colchão e saio correndo até o banheiro, jogo água gelada no rosto e o esfrego até ficar vermelho. Olho no espelho pela ultima vez, agora com um sorriso nos lábios e um brilho no olhar grito com todo o ar de meus pulmões : " Deus! O Senhor tem sido tão bom comigo!Por favor, deixe - me viver até segunda e aproveitar o fim de semana!".
Após isso foi como se todo o peso que eu carregava saísse de uma vez de meus ombros, fui "flutuando" até a cama, dormi muito bem, e acordei hoje me apalpando pra saber se estava tudo em ordem. Tô com MUITA vontade de viver.
lembrou-me a conversa que nós tivemos no ponto, aquele dia, sobre amar ou não...
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